Os contos de fadas atravessam gerações porque apresentam personagens marcantes, desafios difíceis, lugares misteriosos e acontecimentos que não precisam obedecer às regras do mundo real. Florestas encantadas, animais que falam, objetos mágicos, bruxas, gigantes, princesas, crianças corajosas e transformações extraordinárias fazem parte desse universo.
Nesta coleção de contos de fadas para colorir, você encontrará desenhos gratuitos inspirados em histórias clássicas da literatura infantil. As ilustrações podem ser impressas e utilizadas por em casa, na educação infantil, nos anos iniciais do ensino fundamental, em projetos de leitura ou simplesmente em momentos de criatividade e diversão.
Entretanto, os desenhos não precisam ser utilizados apenas como passatempo. Quando associados à leitura, à conversa e ao reconto das histórias, eles podem ajudar a criança a reconhecer personagens, compreender a sequência dos acontecimentos, ampliar o vocabulário e organizar suas próprias ideias.
Por isso, esta página reúne não somente desenhos para imprimir, mas também informações sobre a origem dos contos de fadas, suas principais características e diferentes maneiras de trabalhar essas narrativas com as crianças.
Neste guia você encontrará
Coleção de desenhos de contos de fadas
Características dos contos de fadas
Como escolher contos de fadas adequados para cada idade?
Como trabalhar os contos de fadas em casa ou na escola?
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Encante as crianças com um verdadeiro clássico da literatura infantil!
“Um Tesouro de Contos de Fadas” reúne histórias inesquecíveis, personagens encantadores e belas ilustrações que estimulam a imaginação, o gosto pela leitura e momentos especiais em família.
Uma ótima opção para ler antes de dormir ou para apresentar às crianças os contos que atravessam gerações.
O que são contos de fadas?
Os contos de fadas são narrativas ficcionais nas quais acontecimentos extraordinários são aceitos naturalmente pelos personagens. Neles, uma abóbora pode se transformar em carruagem, um boneco pode ganhar vida, uma menina pode dormir durante muitos anos e um animal pode conversar com seres humanos sem que isso precise ter explicação lógica.
Apesar do nome, nem todos os contos de fadas apresentam fadas. O gênero pode incluir bruxas, gigantes, animais falantes, criaturas fantásticas, objetos encantados e pessoas que passam por transformações mágicas.
Também não é obrigatório que a história termine com um casamento ou com a conhecida expressão “felizes para sempre”. Algumas versões tradicionais possuem finais tristes, inquietantes ou bastante diferentes das adaptações modernas.
Os contos de fadas podem nascer da tradição oral, e são capazes de sofrer modificações ao longo das gerações, ou podem ter autoria desconhecida. Por esse motivo, estudiosos costumam distinguir os contos populares, transmitidos coletivamente, dos contos de fadas literários, criados e registrados como obras autorais.
A origem dos contos de fadas
Muito antes de serem reunidas em livros infantis, diversas histórias circulavam oralmente entre adultos e crianças. Quem contava uma narrativa podia acrescentar detalhes, retirar acontecimentos ou adaptá-la às experiências e aos valores de sua comunidade. Assim, uma mesma história podia apresentar diferentes personagens, cenários e desfechos.
Com o desenvolvimento da imprensa e da literatura, essas narrativas começaram a ser registradas. Na França, Charles Perrault publicou, em 1697, uma importante coleção que incluía versões de histórias como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida e O Gato de Botas.
No século XIX, Jacob e Wilhelm Grimm reuniram e editaram histórias que ficaram mundialmente conhecidas como os contos dos Irmãos Grimm. Os primeiros volumes foram publicados em 1812 e 1815. Ao longo das décadas, os irmãos revisaram as narrativas diversas vezes, alterando a linguagem, os detalhes e até algumas situações apresentadas nas primeiras edições.
Embora atualmente sejam associados à literatura infantil, os primeiros textos dos Grimm não foram planejados especificamente para crianças. Muitos eram breves, violentos ou ligados às dificuldades enfrentadas pelas famílias da época. Entre 1812 e 1857, a coleção passou por sete edições e adquiriu gradualmente uma forma mais literária.
Hans Christian Andersen seguiu outro caminho. Em vez de apenas registrar narrativas populares, escreveu contos literários com estilo próprio, como O Patinho Feio, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei e A Princesa e a Ervilha. Sua produção encontra-se entre a antiga tradição oral e a literatura moderna centrada na figura do autor.
Portanto, os contos conhecidos atualmente são resultado de um processo longo. Eles foram contados, escritos, traduzidos, ilustrados e adaptados em diferentes épocas e culturas.
Quais são as principais características dos contos de fadas?
Embora as histórias sejam bastante variadas, muitas compartilham alguns elementos.
Tempo e lugar pouco definidos
Expressões como “era uma vez” e “em um reino distante” afastam a narrativa de uma data ou de um lugar preciso. Isso permite que a história seja recontada em diferentes contextos.
Presença do maravilhoso
A magia faz parte do funcionamento daquele universo. Transformações, encantamentos, objetos mágicos e criaturas fantásticas não precisam receber uma explicação científica.
Personagens facilmente reconhecíveis
Reis, rainhas, princesas, bruxas, crianças abandonadas, animais falantes, gigantes e criaturas encantadas aparecem com frequência. Em versões tradicionais, alguns personagens possuem poucas características individuais e representam funções dentro da narrativa.
Um problema a se enfrentar
O personagem principal geralmente encontra uma proibição, uma perda, uma ameaça ou uma tarefa aparentemente impossível. Para continuar seu caminho, precisa tomar decisões, receber ajuda ou superar provas.
Repetições e sequências
É comum que uma ação aconteça três vezes ou que diferentes personagens enfrentem o mesmo desafio. Essas repetições ajudam o ouvinte a acompanhar a história e favorecem atividades de antecipação e reconto.
Transformação
A transformação pode ser física, social ou simbólica. Um animal recupera a forma humana, uma personagem deixa uma situação de pobreza, alguém aprende com suas escolhas ou uma ameaça é finalmente superada.
Essas características não formam uma regra rígida. Os contos mudam de acordo com quem os conta, com a época e com o contexto cultural.
Qual é a diferença entre conto de fadas e fábula?
Contos de fadas e fábulas pertencem ao campo das narrativas tradicionais, mas não são exatamente a mesma coisa.
| Contos de fadas | Fábulas |
|---|---|
| Podem apresentar magia e encantamentos | Geralmente apresentam uma situação breve e direta |
| Têm personagens humanos, animais ou seres fantásticos | Frequentemente utilizam animais com comportamentos humanos |
| Desenvolvem uma aventura, um conflito ou uma transformação | Organizam-se em torno de uma conduta ou de um conflito específico |
| A interpretação pode permanecer aberta | Costumam apresentar uma moral explícita ou facilmente identificável |
| Exemplos: Rapunzel e Cinderela | Exemplos: A Cigarra e a Formiga e A Raposa e as Uvas |
Uma história pode receber classificações diferentes conforme a edição ou o estudo consultado. Os Três Porquinhos, por exemplo, também podem ser um conto popular. Pinóquio, por sua vez, é originalmente uma obra literária mais extensa, embora tenha adquirido características e adaptações próximas dos contos de fadas.
Essa flexibilidade não impede o uso pedagógico. O mais importante é explicar às crianças que existem diferentes tipos de narrativa e observar como cada história se apresenta.
Por que trabalhar os contos de fadas com as crianças?
Ouvir, contar e recontar histórias oferece oportunidades importantes para o desenvolvimento da linguagem. A criança entra em contato com palavras novas, fórmulas narrativas, diálogos e maneiras mais complexas de organizar acontecimentos.
Ao acompanhar o início, o desenvolvimento e a conclusão de uma história, ela também começa a perceber como uma narrativa funciona. Identificar personagens, cenário, problema, acontecimentos e solução contribui para a compreensão e prepara o caminho para atividades posteriores de leitura e escrita.
Os contos ainda podem estimular a imaginação e abrir espaço para conversas sobre medo, coragem, injustiça, amizade, responsabilidade e resolução de problemas. Entretanto, não é necessário reduzir cada história a uma lição moral única. Perguntas abertas permitem que as crianças percebam diferentes aspectos da narrativa e construam suas próprias interpretações.
Outro benefício está na possibilidade de comparar versões. Uma mesma história pode mudar de cenário, aparência dos personagens ou desfecho. Esse trabalho ajuda a criança a entender que as narrativas são construídas e transformadas pelas pessoas.
Bibliotecas e instituições educacionais também destacam que a leitura de contos pode apoiar o desenvolvimento do vocabulário, da compreensão narrativa, da imaginação e do interesse pelos livros.
Como escolher contos de fadas adequados para cada idade?
Não existe uma classificação única que sirva para todas as crianças. A escolha depende da extensão da narrativa, da linguagem utilizada, da sensibilidade da criança e da mediação realizada por um adulto.
Para crianças de 3 a 5 anos
Prefira versões mais curtas, com acontecimentos fáceis de acompanhar, repetições e ilustrações expressivas. Histórias como Os Três Porquinhos e Cachinhos Dourados permitem trabalhar personagens, tamanhos, sequência e antecipação.
O adulto pode contar a história oralmente, interromper para observar as imagens e explicar palavras desconhecidas.
Para crianças de 6 a 8 anos
Já é possível utilizar versões um pouco mais completas e explorar a estrutura da narrativa. A criança pode identificar começo, meio e fim, organizar cenas, descrever personagens e recontar a história com suas palavras.
Para crianças maiores
O trabalho pode incluir a comparação entre versões antigas e modernas, a análise das decisões dos personagens e a discussão sobre valores, estereótipos e contextos históricos.
Versões tradicionais podem apresentar abandono, violência, morte ou punições severas. Em vez de oferecer qualquer edição sem avaliação, o adulto deve conhecer o texto previamente e decidir se a linguagem e os acontecimentos se adequam àquele grupo.
Como trabalhar os contos de fadas em casa ou na escola?
Uma atividade de qualidade pode ser organizada em três momentos:
Antes da leitura
Apresente o título e observe a ilustração com a criança. Pergunte quem ela imagina que são os personagens, onde a história acontece e o que poderá ocorrer.
Essas perguntas não precisam ter uma resposta correta. Elas servem para ativar conhecimentos anteriores e despertar curiosidade.
Durante a leitura
Leia com entonação e faça algumas pausas, sem interromper excessivamente o ritmo da narrativa.
Perguntas como “O que você acha que acontecerá agora?”, “Por que o personagem tomou essa decisão?” e “O que você faria nessa situação?” incentivam a criança a acompanhar os acontecimentos.
Depois da leitura
O desenho para colorir pode representar o início de uma atividade mais ampla. A criança pode:
- identificar a cena retratada;
- contar o que aconteceu antes e depois;
- organizar os acontecimentos em sequência;
- escolher cores e explicar suas escolhas;
- recontar a história a partir da imagem;
- inventar outro final;
- desenhar uma nova cena;
- dramatizar a narrativa;
- comparar duas versões do mesmo conto.
Compreender e ordenar os acontecimentos ajuda no reconto e no reconhecimento da estrutura narrativa. Organizadores como mapas de história também permitem identificar personagens, cenário, problema e solução.
Coleção de contos de fadas para colorir
Explore os desenhos disponíveis e escolha uma história para ler, contar e colorir. Pode-se usar cada imagem isoladamente ou como parte de uma sequência de atividades.
Os Três Porquinhos para colorir
A conhecida história apresenta três personagens que constroem casas de materiais diferentes e precisam enfrentar o lobo. O conto permite conversar sobre planejamento, escolhas, esforço e consequências.

Cachinhos Dourados e os Três Ursos para colorir
Ao entrar na casa dos três ursos, Cachinhos Dourados experimenta objetos e alimentos que não lhe pertencem. A narrativa apresenta repetições e comparações que ajudam as crianças a acompanhar a sequência dos acontecimentos.

Chapeuzinho Vermelho para colorir
Chapeuzinho atravessa a floresta para visitar a avó e encontra o lobo durante o caminho. Existem versões bastante diferentes dessa história, o que possibilita comparações e conversas sobre escolhas, caminhos e pontos de vista.

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Uma leitura atenta e crítica dos contos
Os contos de fadas não são todos na mesma época nem representam valores neutros e universais. Cada versão carrega marcas do lugar e do período em que a criaram. Por isso, algumas narrativas apresentam padrões de beleza, papéis familiares, punições ou comportamentos que atualmente são questionáveis.
Isso não significa que precisamos abandonar os clássicos. Pelo contrário, eles podem gerar conversas relevantes.
Depois da leitura, pergunte:
- Quem toma as principais decisões na história?
- Algum personagem poderia ter agido de outra maneira?
- Quem recebe ajuda e quem não recebe?
- A punição foi justa?
- Como a história seria diferente se o vilão a contasse?
- O que mudaríamos em uma versão criada atualmente?
Essa abordagem não destrói o encantamento, mas sim ajuda a criança a entender e apreciar melhor a história.
Perguntas frequentes sobre contos de fadas
Todo conto de fadas precisa apresentar uma fada?
Não. O nome identifica um conjunto amplo de narrativas maravilhosas. Muitas delas não apresentam nenhuma fada, mas incluem magia, transformações ou seres fantásticos.
Contos de fadas sempre terminam bem?
Não. Diversas versões tradicionais possuem finais tristes ou severos. Os finais felizes tornaram-se especialmente comuns nas adaptações destinadas ao público infantil.
Contos de fadas e fábulas são a mesma coisa?
Não. As fábulas costumam ser breves, frequentemente apresentam animais com comportamentos humanos e conduzem a uma moral. Os contos de fadas geralmente desenvolvem aventuras, encantamentos, provas e transformações.
As versões originais são boas para crianças pequenas?
Nem sempre. Algumas possuem, por exemplo, violência e temas complexos. Pais e professores devem conhecer a versão antes da leitura e escolher uma adaptação adequada à idade e à sensibilidade da criança.
Como utilizar os desenhos depois da leitura?
A criança pode colorir uma cena, explicar o que ela representa, contar o que aconteceu antes e depois, criar diálogos, inventar outro final ou produzir uma nova ilustração.
Os desenhos podem ser utilizados na escola?
Os materiais podem ser impressos para atividades educativas pessoais e escolares, desde que respeitando os termos de uso do site. Porém, eles não devem ser republicados ou comercializados como se fossem produzidos por outra pessoa.
Continue explorando as histórias
Escolha um conto, leia com a criança e utilize o desenho para ampliar a experiência. Uma simples ilustração pode dar origem a conversas, recontos, dramatizações, comparações e novas histórias.
Esta coleção será atualizada com novos contos de fadas para colorir e imprimir. Então, salve a página nos favoritos e volte para conhecer os próximos desenhos.






